Goiás reúne condições para se tornar polo nacional de Inteligência Artificial
Goiás vem consolidando um ecossistema de inteligência artificial que reúne universidades, centros de pesquisa, empresas, startups e investimentos públicos e privados. O movimento levou o professor Anderson Soares, da Universidade Federal de Goiás (UFG), a afirmar que o Estado está “muito bem posicionado para ser o Vale do Silício do Brasil”.
Um dos principais sinais dessa transformação está na própria UFG, que criou em 2020 o primeiro curso de graduação em Inteligência Artificial do país. A universidade também abriga o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), que reúne projetos com empresas e instituições de diferentes setores e transformou pesquisa acadêmica em soluções aplicadas ao mercado.
A estrutura vem acompanhada de investimentos e formação de profissionais. Projetos desenvolvidos pelo ecossistema já movimentaram centenas de milhões de reais, enquanto novas iniciativas ampliam a infraestrutura para pesquisa em IA, veículos autônomos e processamento de dados. Ao mesmo tempo, escolas, institutos federais e universidades ampliam a formação de estudantes em programação, robótica, ciência de dados e inteligência artificial.
O avanço, porém, também traz um desafio apontado pelo professor: a transformação tecnológica deverá alterar profissões e processos de trabalho. Para Soares, o diferencial de Goiás poderá estar justamente na capacidade de formar profissionais preparados para trabalhar com as novas tecnologias e transformar conhecimento científico em inovação, empresas e soluções para problemas reais.
